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Revista Sete Fios

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Quem Somos

Durante horas, pensamos como explicar o surgimento da Sete Fios. Vontade de ter uma publicação própria? De produzir reportagens? De ser lido? Sim, tudo isso colaborou. Mas a verdade é que esta revista, assim como todas as ideias, é resultado de conversas.

Conversas sobre os mais variados assuntos. É isso que a Sete Fios proporciona por meio de suas reportagens. Aqui, histórias aparentemente banais conquistam importância e assuntos importantes ganham novas abordagens.

Inovar no formato, no conteúdo e na relação com o público é a nossa estratégia para nunca perder o fio da meada e estar sempre presente nas conversas de quem nos acompanha.

Se tivéssemos que definir a Sete Fios em poucas palavras, diríamos que ela é um emaranhado de ideias. Ideias que são discutidas, lapidadas e, só então, publicadas.

Equipe

O nome da revista sugere que cada um de nós é um fio. Estranho? No início, até pareceu. Mas, com o tempo, percebemos que nenhuma metáfora seria mais apropriada para representar nossa equipe do que essa.

Embora existam vários tipos de fio – cada um com uma função, com uma forma, com uma origem e com um destino – sabemos que, ao juntá-los, teremos maior resistência e capacidade. Foi exatamente essa certeza que orientou a formação da nossa equipe e nos definiu como um grupo heterogêneo e bem estruturado.

aAna Carolina Athanásio: Eu sonho. O mundo em que nasci é fantástico e habitado por criaturas especiais. Lá encontramos desde elfos e duendes até bruxos, vampiros e lobisomens. Sou um avatar muito simpático que, há muitos anos, surgiu numa terra distante chamada Conchas (sim, existe e não é praia!), por meio de experiências científicas que inovaram o modo de pensar de todos os condados. Era um período conturbado naquele reino do interior de São Paulo. Com todo meu autocontrole e poder de persuasão decidi, aos três meses de idade, arriscar a vida na cidade grande e gostei. Vi alguns filmes, ouvi muitas músicas, li um batalhão de livros, comprei meu primeiro par de sapatos, desenvolvi algumas receitas na cozinha (foi um desastre!) e aprendi que o mundo de antes tinha ficado para trás. E cá estou em busca do meu reino perdido. Se alguém achá-lo entre em contato com a Sete Fios. Ofereço recompensa. Por ora, escreverei mais umas linhas e farei algumas entrevistas ao lado de uma xícara de café.

cCarla Peralva: eu queria ser sinestésica (ter sinestesia, aquilo de misturar os cincos sentidos). Eu amo as cores (todas elas juntas). Eu acho que a vida tem sim trilha sonora (e o meu repertório é quase todo nacional). Eu nasci em São Paulo e fui criada em uma cidade pequena (mas tenho a família e o coração no Rio de Janeiro). Eu ainda não decidi se quero a agitação de uma grande cidade ou a calmaria de uma fazenda (ou os dois). Eu me sinto feliz dançando (é como libertar o corpo). Eu passaria a vida viajando (e voltando, porque o encanto de ir conhecer o novo é ter para onde voltar). Eu mudo de humor quando muda o clima (por mim, só haveria sol). Eu sofro um tanto com a sinusite (e como detesto tomar remédio, tenho mil tratamentos alternativos). Eu sou ansiosa demais (mas meu otimismo consegue abrandar o sofrimento). Eu sou muito organizada e metódica (a ponto de precisar de muitos parênteses para tentar me apresentar).

eEliseu Barreira Junior: sm. 1. Eliseu, nome hebraico que significa deus é a salvação. 2. Barreira, sobrenome de origem espanhola. 3. Junior, designação comparativa utilizada para estabelecer a diferença entre pai e filho, quando ambos têm o mesmo nome. Se meu nome fosse mesmo um verbete de dicionário, essa até que seria uma boa definição. Mas, na prática, o Eliseu Barreira Junior que vos fala pode ser caracterizado como alguém: ansioso, empreendedor, pragmático, bem-humorado, agnóstico, diplomático, crítico, neoliberal, esforçado, perfeccionista, curioso, aficionado por Harry Potter, interessado em gastronomia, fã da cantora Maria Rita e apaixonado por bossa nova. Em poucas palavras, o Eliseu é aquele cara que não dá ponto sem nó na revista que busca costurar diariamente boas histórias para você, leitor.

mMariane Domingos: se eu fosse vendedora, queria trabalhar em uma papelaria. Se eu fosse médica, queria ser neurologista. Se eu fosse faxineira, queria limpar uma biblioteca. Se eu fosse do circo, queria ser equilibrista. Se eu fosse escritora, queria escrever romances policiais. Se eu fosse comentarista, queria falar sobre futebol. Se eu fosse atriz, queria fazer cinema. Se eu fosse professora, queria dar aulas de Literatura. Se eu fosse estilista, queria criar coleções de moda praia. Se eu fosse historiadora, queria estudar História Antiga. Se eu fosse da polícia, queria ser detetive. Se eu fosse mecânica, queria ser da Fórmula 1. Se eu fosse desenhista, queria ilustrar livros infantis. Se eu fosse colecionadora, queria ter uma coleção de canetas. Nossas hipóteses dizem muito sobre quem somos e nossas escolhas, sobre quem desejamos ser. Eu escolhi jornalismo. E quero contar boas histórias.

rRaphael Florencio: muitos me veem como um pessimista. Mas, na verdade, sou um otimista que toma doses diárias de juízo, bom senso e realismo. Não-declaradamente (ao menos até escrever esse texto) apaixonado por planos infalíveis, mesmo depois de se tornarem irrealizáveis. Odeio o tédio, mas adoro não ter nada para fazer com as pessoas certas, no lugar certo. Corintiano roxo, mas crítico (e assumo a autoria do crime de colocar essas três palavras juntas). Eclético (é comum minha playlist pular de Edith Piaf para Fresno). Louco por esportes de todos os tipos. Aliás, tentei ser esportista profissionalmente, mas deficiências técnicas me impediram. E isso revela muito sobre mim, já que entrei no jornalismo para não largar o esporte. Acabei conhecendo muitas outras coisas deslumbrantes. Vou conhecer outras e, parte delas, contarei para os leitores da Sete Fios.

sStephany Tiveron: tem quem lembre de mim quando vê uma estampa de bolinha. Tem quem duvide que um dia eu consiga deixar meu vício, o chocolate. E tem quem sempre ficou na dúvida sobre o que pensar a respeito. O fato é que sou curiosa e costumo me meter a experimentar de tudo: da gastronomia a viagens transcendentais. E como a rotina me cansa, talvez, jornalismo seja mesmo a melhor opção. Dependente do café, atraída por fechamentos, favorável à agenda imprecisa, apaixonada pela diversidade… Meu único problema é a falta de tempo para dormir. Adoro dormir! Às vezes troco a cama pela noite de Sampa, sou apaixonada pela vida urbana. Às vezes fujo pro sossego, não necessariamente longe daqui – repare quando eu estiver muito quieta. Defensora da teoria da razão artística – tudo tem seu valor e o nada pode ser tudo o que você quiser. Ah! Esqueci de dizer que sou um tanto esquecida, é sempre bom avisar.

tTainara Machado: desde a primeira vez que eu vi o filme O fabuloso destino de Amelie Poulain, tive vontade de me apresentar do mesmo modo que ela apresenta os outros personagens da história: a partir de seus gostos e desgostos. Afinal, nada melhor para definir uma pessoa do que seus pequenos caprichos. Finalmente, essa oportunidade apareceu. Então, vamos lá! Tainara Machado ama: livros de capa bonita, cheiro do café vindo da cozinha e a sensação de deitar na própria cama após dias de viagem. Não ama: estar distraída e tomar um susto, ter um bom livro finalizado em mãos (queria poder lê-lo indefinidamente) e ter que responder a muitas perguntas logo de manhã.