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	<title>Revista Sete Fios</title>
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		<title>Um por todos&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Sete Fios mostra personagens da história centenária do Corinthians]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por | <strong>Raphael Florencio e Bruna Ferreira </strong></p>
<p>Fotos | <strong>Raphael Florencio, Bruna Ferreira e Divulgação</strong></p>
<p>Noite de quinta-feira típica do outono paulistano. Temperatura por volta dos quinze graus – e caindo – primeiro dia de um feriado prolongado de Corpus Christi. Vou ao estádio do Pacaembu trabalhar no jogo entre Corinthians e Internacional, sexta rodada do Campeonato Brasileiro de 2010.</p>
<p>Já havia conversado com Benito, membro da Velha Guarda da Gaviões da Fiel, e combinávamos de nos encontrar em uma festa na quadra da Torcida no sábado seguinte para que ele me indicasse uma mulher apaixonada pelo Corinthians. Tentara de várias maneiras encontrar a dona Valquíria Dionísio de Jesus, torcedora famosa, que frequenta os jogos do time vestida de mosqueteira e sempre aparece em entrevistas, fotos e até mesmo no filme “Fiel”, lançado em 2009. Havia tentado encontrá-la de todas as formas. Menos da mais óbvia: ir a um jogo do Corinthians.</p>
<p>E lá estava ela, nas cadeiras numeradas do Pacaembu, mais de uma hora antes do início da partida. Muito receptiva e contente com o convite para dar entrevista, ela prontamente passa seu contato e aceita a ideia de uma conversa na semana seguinte. Onde? No Corinthians, claro.</p>
<p>A história da relação entre Valquíria e o Corinthians é maior do que a torcida por um título. Quando, no começo da entrevista, só para iniciar a conversa, peço para que ela se apresente e fale um pouco da sua vida, a resposta é simples: “sou aposentada, moro em Ermelino Matarazzo [bairro da Zona Leste de São Paulo]. Tenho meia sete de idade… E sou corintiana até a morte”.</p>
<p>Claro que todo corintiano sabe que não se vira corintiano de uma hora para outra. E que, uma vez nascido corintiano, corintiano serás até a morte. Mas, no caso de Valquíria, o Corinthians deixou de ser a equipe para a qual torcia, para ser o seu maior companheiro. O ano exato em que isso aconteceu, ela não se lembra, mas “faz mais ou menos 15 anos”, quando suas duas filhas casaram-se com japoneses e decidiram se mudar para o Japão. Divorciada e com seus três filhos homens morando em Aracaju, no Sergipe (sua terra natal), Valquíria ficou sozinha. Emocionada, ela conta a história enxugando as lágrimas em um lenço com o símbolo corintiano. “A ausência das minhas filhas foi um baque. Eu tive começo de depressão. Meu caso era sério. Minha psicóloga falou que não era ela que ia me curar, mas eu que precisava ter força de vontade e procurar alguma coisa, uma distração pra sair de onde eu estava e esquecer a ausência das minhas filhas. Então, sem contar nada pra ninguém, comecei a frequentar aqui”.</p>
<p><a href="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/08/valquiriap.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4165" title="valquiriap" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/08/valquiriap.jpg" alt="valquiriap" width="480" height="306" /></a></p>
<p><em>Valquíria no parque São Jorge, &#8220;protegendo&#8221; o escudo corintiano</em></p>
<p>Valquíria não virou sócia do Corinthians. Começou a ter acesso ao Parque São Jorge aos poucos. Chegava nos dias de treino da equipe e ficava sentada no murinho do estacionamento, aguardando uma brecha na saída dos jogadores para tentar algum contato com eles. E sua presença não era bem-vista pelas pessoas que frequentavam o clube. “Eu vinha aqui todo dia. E o pessoal perguntava se eu não tinha casa, se não tinha o que fazer, aguentei muita piada… Eu só pensava em realizar meu sonho de entrar no clube e ter acesso aos jogadores”, conta, ainda emocionada.</p>
<p>Aos poucos, Valquíria tirou da cabeça a ausência das filhas e colocou no lugar a dedicação ao Corinthians. Curada da depressão, dedica-se ao clube e, assim como diz o refrão ecoado pela torcida corintiana nas arquibancadas do Pacaembu – “Eu nunca vou te abandonar, porque eu te amo” – promete nunca deixar de acompanhar o time. Conta, inclusive, que já recebeu uma proposta dos filhos para morar em Aracaju, mas nem pensa na possibilidade de mudar-se. “Meus filhos estão longe, não vou morar com eles por causa do Corinthians. Eu fiz essa promessa. Enquanto eu tiver vida, eu vou acompanhar o Corinthians… Não posso ficar longe”.</p>
<p>Tanto quanto acompanhar o time, outro fato foi essencial para que ela se curasse da depressão: Valquíria, hoje, não é mais sozinha. Uma “galera” (como ela gosta de chamar) de quase 25 milhões de pessoas – número de torcedores do Corinthians, segundo pesquisa Lance!-Ibope publicada em junho desse ano – a reconhece como um dos maiores símbolos da equipe. “O pessoal no estádio me abraça, me joga pra cima, é muita alegria. Eu nem consigo andar direito, vivo parando pra tirar fotos. O assédio é grande. Todos me adoram. Uns me chamam de rainha, falam que eu sou o símbolo do Corinthians, sou muito elogiada”. Tudo por causa da Mosqueteira, personagem que criou e incorporou. Foi ela mesma quem teve a ideia de se vestir como a mascote do Corinthians. Pensou nisso porque achava bonita a roupa e sentia falta do personagem nos estádios. Capa, chapéu característico, óculos escuros, às vezes uma espada (falsa, é claro) e uma camisa do Corinthians compõem o figurino de Valquíria nos jogos.</p>
<p>Tanta fama fez com que Valquíria conseguisse aquele que foi, para ela, o maior presente de sua vida: a carteirinha de sócio do Sport Club Corinthians Paulista, segundo ela, dada pelo atual presidente do clube, Andrés Sanchez. Hoje, tem acesso a toda parte social do clube, acompanha os treinos de perto e não é mais humilhada por estar perto dos “meninos”, como, carinhosamente, se refere aos jogadores da equipe profissional de futebol.</p>
<p>O Corinthians se tornou um companheiro para Valquíria. Um amigo verdadeiro que, como tal, ela defende com unhas, dentes, sua capa e sua espada. Gesticulando muito, sem medir as palavras e sem segurar a emoção, ela descreve uma situação em que precisou proteger a honra do clube, tal como um mosqueteiro faz com seu rei: “Quando caímos para a Série B [em 2007], tive uma discussão com são-paulinos. Eles ficavam com piadas indecentes comigo… [nesse instante da conversa, Valquíria tenta, em vão, segurar o choro]… Falavam uns palavrões muito feios, nem gosto de lembrar. Falavam que eu ia morrer sem ver o Corinthians ganhar uma Libertadores. Aí eu não aguentei e fui pra cima de um! Falei que a partir daquele dia ele não ia mais falar daquele jeito comigo, que era pra me respeitar e que, se continuasse, eu ia dar parte na polícia. Eles duvidaram. Aí eu fui na polícia. O policial falou para voltar lá se acontecesse de novo. Mas não aconteceu. Eu peito, vou pra cima, e falo o que tenho que falar. E se continuar, vou pra delegacia”.</p>
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		<title>O outro lado da moeda</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 14:45:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Nova York]]></category>

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		<description><![CDATA[Thiago Ventura fotografa Nova York em imagens que contrastam com as cenas reproduzidas na TV]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nem sempre <a href="http://www.flickr.com/photos/venturathiago/">Thiago Ventura</a> quis ser fotógrafo. Sua ligação com a fotografia só começou mesmo, explica, quando foi passar uma temporada em Nova York e comprou sua primeira câmera. “Comecei a fotografar incansavelmente e mesmo quando não estava com minha câmera, me pegava enquadrando qualquer tipo de situação nas ruas”, conta. </p>
<p>Sua relação com as lentes se aproximou e Ventura encontrou nas imagens algo que lhe fornece sentido e inspiração, algo que permite, de acordo com suas palavras, “congelar momentos simples do nosso cotidiano”. </p>
<p>Em “O outro lado da moeda”, Thiago Ventura procurou mudar o foco. Nas fotos, todas de Nova York, não se vê imagens reproduzidas constantemente em filmes e na TV. Pelo contrário, a intenção é enquadrar situações do cotidiano, que poderiam acontecer – e realmente acontecem – em qualquer outra parte do mundo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.revistasetefios.com.br/?page_id=4128"><img class="size-full wp-image-466  aligncenter" title="O outro lado da moeda" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/08/101_gallerypost.jpg" alt="O outro lado da moeda" /></a></p>
<p style="text-align: center;font-size:9px;">Clique na imagem para visualizar o ensaio</p>
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		<title>Fé e esperança &#8211; II</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 00:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[evangélicos]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Universal do Reino de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Como a Igreja Universal trabalha a serviço da espera alheia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-size: 16px; text-align: center;"><em><span style="color: #800000;"><strong>A figura do “encosto” na Igreja Universal do Reino de Deus</strong></span></em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-4066" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/07/vela_acesa1.jpg" alt="" width="480" height="332" /></p>
<p>Por | <strong>Eliseu Barreira Junior e Stephany Tiveron</strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4039" style="float:left;margin-right:5px" title="a" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/07/a.jpg" alt="a" width="180" height="108" />minha família chegou à Igreja Universal porque ao longo de dezessete anos foi guiada por “encostos”. Nós éramos totalmente manipulados. Em alguns momentos, essa influência parecia positiva. Havia situações em que eles davam sinais de que sua ajuda espiritual funcionava, mas depois fechavam as portas, puxavam o nosso tapete e caíamos. A esperança de viver tempos melhores era constante. Adeptos da chamada linha branca da umbanda, fazíamos “trabalhos” em busca de novas conquistas. Todo ano era a mesma coisa. Sempre participávamos de festas em homenagem a Iemanjá, Jurema, Ogum, Xangô, meu guia espiritual, e Cabocla Iara. Mesmo assim, passávamos por sérias dificuldades. O casamento dos meus pais era um fracasso. A vida sentimental e financeira da minha irmã era uma droga. Eu tinha uma doença incurável. Nossa vida era um inferno. Procurávamos os “encostos” e eles prometiam uma vida melhor. Vivíamos esperando por isso. Até que um dia decidimos buscar por Deus. A partir daí, tudo mudou. Quando somos guiados por Deus, Ele provê o que precisamos. Ele supera nossas expectativas.</p>
<p>É manhã de quarta-feira. Dia de culto para o “Crescimento pessoal” na Igreja Universal do Reino de Deus. No número 1800 da avenida João Dias, na zona Sul da cidade de São Paulo, cerca de cem, das seis mil poltronas de couro marrom disponíveis, estão ocupadas por fiéis que vieram assistir ao culto do pastor Carlos Henrique. É dele o depoimento acima. O jovem pastor anda de um lado para o outro tentando mostrar para a plateia as benesses de uma vida “controlada pelo Espírito Santo”. Para fazê-lo, recorre a uma experiência familiar. Nos cultos da Universal, é comum a associação das chamadas religiões mediúnicas, como o Candomblé e a Umbanda, a um passado repleto de infortúnios e falsas expectativas, só superados com a adesão à igreja. É por meio do ataque às religiões afro-brasileiras que a Universal cresceu no mercado da fé e conquistou 1,5% dos cerca de 34 milhões de evangélicos do país. Parte dos fiéis da igreja e pastores, como Carlos Henrique, são egressos dessas religiões.</p>
<p>Diferentemente dos cultos improvisados e espalhafatosos da Igreja Mundial do Poder de Deus, as celebrações da Universal são mais elaboradas, reflexo dos 33 anos de existência da instituição. Como é comum na história das igrejas neopentecostais, a Universal nasceu da dissidência de outras igrejas. O pesquisador Ronaldo de Almeida mostra no livro <em>A Igreja Universal e seus demônios</em> que ela é fruto de uma complicada ramificação. Roberto Augusto e os cunhados Edir Macedo e Romildo Soares, fundadores da Universal, pertenceram à Igreja Nova Vida, cujo fundador, Roberto Maclinster, teve passagem pela Assembleia de Deus. Graças a sua liderança marcante, Macedo acabou ampliando seu poder dentro da instituição e sua ascendência sobre os fiéis. O resultado produzido foram outros cismas: Roberto e Romildo acabaram se desentendendo com o bispo e saíram da organização.</p>
<p>Sob o comando de Edir Macedo, a Universal se converteu num império. A grandiosidade do templo da João Dias é um exemplo disso. Com 4762 metros quadrados, o prédio não lembra nem um pouco as instalações precárias da Mundial no bairro do Brás. No teto da igreja, há uma enorme cruz construída com vidros coloridos, desenho que se repete em proporções menores nas janelas laterais. O altar tem uma decoração de gosto duvidoso. Ele tenta imitar vitrais de igrejas católicas. No palco, há algumas poltronas de madeira, um piano e um púlpito. Nas paredes, dois enormes outdoors em que se lê o seguinte versículo bíblico: “E, se alguém Me servir, o Pai o honrará (João 12:26)”. Pelo local, é possível identificar uma das principais inovações da Igreja Universal em sua expansão: a construção de templos enormes próximos a vias de grande movimento. “Esse tipo de prédio visa a dois objetivos: visibilidade e adesão em massa”, diz Ronaldo de Almeida em seu livro.</p>
<p>Carlos Henrique não usa o altar da suntuosa igreja. Para ficar mais perto dos poucos fiéis que participam da celebração daquela manhã, está posicionado logo à frente da primeira fileira. Depois de dar seu testemunho pessoal, ele canta, acompanhado pelo músico ao piano, um famoso hino entre os evangélicos. Mais uma vez, a mensagem é sobre o guia que controla a vida de cada um:</p>
<p><em>Espírito Santo meu guia<br />
Assopra em meu ser a vida<br />
Tu és a essência de Deus<br />
E luz para os caminhos meus</p>
<p>Espírito Santo meu bem<br />
A maior riqueza de alguém<br />
O pão nosso de cada dia<br />
Que trago nesta melodia</p>
<p>O fôlego santo<br />
Que cura e liberta de Deus<br />
Vento Consolador</em></p>
<p>Após uma repetição da última estrofe, o músico para de cantar, mas permanece tocando notas que criam um ambiente emotivo. Elas dão um fundo musical suave para o ambiente. O jovem pastor continua a pregação.</p>
<p>– Nós não precisamos viver segundo as vontades do mundo. Temos o livre direito de escolha. Você pode escolher o que quiser para a sua vida. Amém, pessoal?! – questiona.</p>
<p>– Amém! – responde a igreja.</p>
<p>– Você pode servir a sua própria vontade ou servir a Deus. Mas não é Deus que fará essa escolha por você. É você quem escolhe. Você tem o direito de escolher o que come, veste, estuda. TUDO! Inclusive, a respeito da sua vida espiritual. Você pode escolher ser de Deus ou não! – grita Carlos Henrique. Agora, qual a sua escolha? O que você tem escolhido ao longo da sua vida? O resultado da sua vida hoje é o resultado do que você plantou ontem. E você colherá amanhã o que plantar agora. Você quer ser filho de Deus? Quer que Ele cuide de você? Quer tê-Lo como seu pai? Então, tenha Deus como seu guia.</p>
<p>Carlos Henrique busca tornar seu raciocínio mais simples demonstrando os malefícios resultantes de uma vida sem Deus por meio da analogia com a figura de um guia turístico. Sob a supervisão dessa pessoa “não corremos o risco de cair na jaula de animais perigosos, assim como sob as orientações de Deus não corremos o risco de ir em direção ao mal”, explica o pastor. Porém, “ninguém disse que vai ser fácil, o caminho da fé é tortuoso e repleto de lutas”. “A diferença é que com Deus em sua vida você vai enfretar os obstáculos com um guia”, prega Carlos Henrique. Em seguida, todos são orientados a se levantar e o piano prossegue criando o ambiente de consternação desejado. Cerca de cinquenta obreiros espalhados entre os fiéis começam a andar lentamente pelos corredores e fileiras prestando atenção ao público.</p>
<p>– Agora, nós vamos buscar essa troca com o Espírito Santo. Ponha pra fora tudo o que você sente. Fechem os olhos, por favor. Deus, derrama o Teu poder sobre nós nessa manhã. Venha tomar a direção do meu ser, dos meus passos, da minha vontade. Sabemos, meu pai, que o Senhor quer fazer isso e estamos dando a liberdade para agir. Faz, meu Deus, com que essas pessoas que há muito tempo viviam sem direção a partir de agora sejam guiadas pelo Senhor, sejam fortalecidas pela Sua presença. Venha agora Espírito Santo! Venha agora ao nosso encontro! Venha nos fortalecer! Venha nos guiar e fazer a Tua vontade em nós! Em nome do Senhor Jesus! – diz Carlos Henrique com uma fala mais exaltada.</p>
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		<title>Fé e esperança &#8211; I</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 02:17:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[evangélicos]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Mundial do Poder de Deus]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Como a Igreja Mundial trabalha a serviço da espera alheia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-size: 16px; text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000080;"><em><span style="color: #800000;">Como igrejas evangélicas trabalham a serviço da espera alheia</span></em><br />
</span></strong></span></p>
<p style="text-align: center;">
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4050" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/07/mao.jpg" alt="" width="480" height="362" /></p>
<p>Por | <strong>Eliseu Barreira Junior e Stephany Tiveron</strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-4039" style="float:left;margin-right:5px" title="V" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/07/V.jpg" alt="V" width="180" height="108" />oltei para a Igreja Universal do Reino de Deus há um mês. Eu cresci na Universal e nunca fui para o mundo. Me casei e, depois de dois anos, meu esposo decidiu frequentar a [Igreja] Mundial [do Poder de Deus]. Fui com ele por submissão. A princípio estava me sentindo bem, mas minha vida espiritual foi caindo a cada dia que se passava. Começaram a aparecer problemas de saúde que nunca tive. Mas continuava quietinha, acompanhando o meu esposo. Este ano, no final de janeiro, decidi pela minha vida e voltei para a Universal. Sozinha. Meu marido concordou, mas no fundo ele não quer que eu vá, pois me critica todos os dias. Quer que eu vá com ele lá na Mundial e disse que não está contente com essa situação. Muitas vezes, ele me trata muito mal, é áspero nas palavras e me humilha na frente dos meus pais e de seus parentes, gritando comigo se eu vacilar em alguma palavra ou atitude. Estou feliz, pois me reencontrei com o Senhor Jesus na Universal. Fui curada. Eu nem sabia mais o que era ter a presença de Deus.</p>
<p>O relato acima foi publicado no dia 14 de março no <a href="http://bispomacedo.com.br/blog/">blog do bispo Edir Macedo</a>, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A história é reflexo de uma luta silenciosa que duas das mais controvertidas denominações neopentecostais do Brasil vêm travando em nome dos corações e mentes de pessoas que procuram ajuda espiritual movidas por angústias, ansiedades, doenças, misérias e outros sofrimentos. De um lado, está o profissionalismo da Universal, criada em 1977; do outro, o improviso da Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada em 1998 pelo autodenominado apóstolo Valdemiro Santiago de Oliveira. Nos 5200 templos de Macedo e nos 2350 de Oliveira, materializam-se diariamente correntes de libertação do diabo e de sua ação sobre a vida dos fiéis, espetáculos produzidos por pastores que buscam fornecer respostas para aflições de diferentes tipos e arrecadação de dinheiro “para a honra de Deus”. Mais do que isso: é por meio de mensagens transmitidas de forma elaborada ou não que Universal e Mundial se comunicam com aqueles que vão até seus cultos cansados de esperar pela cura, pelo crescimento financeiro, por uma vida melhor.</p>
<p><span style="color: #800000;"><strong>À espera de um milagre</strong></span><br />
A poucos metros do templo-sede da <a href="http://www.impd.com.br/">Igreja Mundial do Poder de Deus</a> no bairro do Brás, São Paulo, vendedores ambulantes disputam a atenção de fiéis que caminham em procissão até o culto de Valdemiro. Bíblias de todos os tamanhos e cores, CDs e DVDs gospel falsificados e espetos de queijo coalho são alguns dos produtos oferecidos. No mercado a céu aberto, um mendigo implora por uma moeda; outro dorme protegido do frio por sujas cobertas de lã. Paradoxalmente, uma vendedora de bebidas alerta para o calor dentro do templo de 43 mil metros quadrados, antes utilizado por uma fábrica, e aproveita para faturar uns trocados. Naquela manhã de domingo, o número 439 da rua Carneiro Leão estava apinhado de gente: pelo menos 15 mil pessoas.</p>
<p>Em meio à multidão, Tatiana observa apreensiva o cenário que vê pela primeira vez &#8211; com cinco minutos de atraso é difícil até mesmo encontrar espaço para assistir ao culto em pé. A solução é ver Valdemiro por meio dos seis telões espalhados pela igreja. Com 16 anos de idade, cursando o primeiro ano do Ensino Médio e batizada na Congregação Cristã do Brasil, a garota foi convidada por um colega de sala a conhecer a Mundial. Wilton, diz ela, costumava propagandear as mudanças que sua vida sofreu depois que começara a frequentar a igreja. À procura de paz espiritual, ela espera encontrar na palavra de Deus respostas para suas aflições.</p>
<p>Filha de pais divorciados, Tatiana mora com a mãe, o padrasto e o meio-irmão de dois anos de idade. A mulher trabalha como empregada doméstica, fica praticamente o dia todo fora de casa e ainda sofre com as dores de um problema ortopédico há cinco anos. Seu marido é taxista, tem problemas no coração, mas mesmo assim abusa do álcool e do cigarro. O ambiente doméstico não é dos melhores. Tatiana ajuda a mãe como pode: durante o dia, cuida do irmão pequeno, lava roupa e faz o trabalho pesado da casa; à noite, vai para a escola. Ela quer ter um futuro diferente. Seu sonho é fazer faculdade para trabalhar como secretária. Diante da situação, indaga-se: “Só Deus para ajudar, né? Sem ele, a gente não é nada.”</p>
<p>Valdemiro parece compreender tais sentimentos. De cima do altar, que mais parece uma arena, prega a “palavra de Deus” por cerca de três horas ininterruptas iluminado por refletores que emitem uma forte luz branca. Enquanto discursa, anda de um lado para o outro secando o suor com uma toalha de rosto azul clara, disputada pelos fiéis após o culto. O religioso faz questão de se definir como “homem do mato”, “roceiro” ou “comedor de angu”. Natural da cidade de Palma, interior de Minas Gerais, ele exibe um forte sotaque mineiro em uma fala rouca, com erros de português e mal elaborada. Tudo captado pelas lentes de quatro câmeras que transmitem o culto ao vivo pela televisão. Tatiana está atenta às palavras daquele homem que é tratado como um profeta milagreiro pelos mais fervorosos seguidores da Mundial.</p>
<p>Após alguns cânticos, em que o chão chega a tremer tamanha a devoção dos fiéis, Valdemiro se dirige aos corações daqueles sofredores com as constantes investidas do diabo. Pede que todos fechem os olhos e coloquem as mãos sobre a cabeça. Tatiana obedece. Começa o exorcismo coletivo. Evocando Jesus Cristo para que a Aids, o câncer, a cegueira, a surdez, a paralisia, as ideias de suicídio e as dores do corpo e da alma “saiam” de dentro dos fiéis, o apóstolo ordena: &#8220;Diabo que age no corpo dessas pessoas, saia agora!”. A plateia acompanha o ritual gritando “Sai!”. Todos erguem as mãos como que para expulsar o mal que estaria no interior de seus corpos.</p>
<p>São cerca de 30 mil braços fazendo movimentos sincronizados. Nos quatro cantos do templo, ouvem-se gritos de dor, medo, horror. “É o diabo que estava agindo no corpo desse povo”, diz Valdemiro. “Isso mesmo, podem gritar. Gritem, gente! Ele está lutando porque não quer sair”, incita. Dezenas de obreiros e obreiras que circulam pelo templo vão de encontro aos fiéis mais escandalosos e fazem a expulsão do “coisa ruim” pessoalmente. Enquanto isso, a “Brigada Mundial”, formada por membros da igreja uniformizados como bombeiros e baseados em pontos estratégicos do prédio, cruza a igreja carregando pessoas que passaram mal por conta da emoção ou do ambiente abafado. Minutos depois, Valdemiro mostra os milagres de cura que a sessão de descarrego coletiva teria produzido.</p>
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		<title>&#8220;Age of Aquarius&#8221; made in Brazil</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 23:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Era de Aquário]]></category>
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		<category><![CDATA[São Thomé das Letras]]></category>

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		<description><![CDATA[A filosofia da Eubiose no início da Era de Aquário]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-size:16px"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000080;"><span style="color: #008000;">A ordem eubiótica nos fala o que esperar da Era de Aquário e das modificações energéticas do universo  </span><br />
</span></strong></span></p>
<p style="text-align: left;">Reportagem | <strong>Ana Carolina Athanásio </strong>e<strong> Carla Peralva </strong><br />
Imagens | <strong>Ana Carolina Athanásio </strong>e<strong> Arquivo Pessoal<br />
</strong></p>
<p style="text-align: left;">
<p>O frio que gela a alma não é a única peculiaridade da pacata cidade <a href="http://www.visitesaothome.com.br/" target="_blank">São Thomé das Letras</a>, Localizada no sul de Minas Gerais, no pico de uma montanha formada principalmente por quartzito, o município conta com aproximadamente 6.903 pessoas – segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008 &#8211; e suas cachoeiras e o misticismo atrelado ao local traz milhares de turistas anualmente. Com grande número de hippies e amantes de Raul Seixas por metro quadrado, São Thomé chama a atenção não só pela vasta gama de esculturas em pedra ou incensos com aromas exóticos, mas também pelo clima &#8211; ou &#8220;vibe&#8221;, segundo alguns nativos &#8211; de que algo diferente, de outro mundo, pode acontecer a qualquer momento.</p>
<p>A aura mística da região não atrai apenas curiosos, mas pesquisadores do Brasil inteiro recorrem aos ares montanhosos da cidade em busca de vestígios de objetos voadores não identificados, intraterrestres ou apenas para estudar os benefícios das frias águas dos rios e riachos mineiros. <a href="http://www.revistasetefios.com.br/?p=3909" target="_blank">Ufólogos</a> costumam dizer que São Thomé é um dos lugares mais energéticos do país devido às rochas aluvionais que compõe o solo da cidade, por este motivo é possível, segundo o ufólogo Oriental Luiz Noronha, haver aparições de naves e outros tipos de OVNIs chega a ser muito comum.</p>
<p>Dentro desse misticismo, a Eubiose tem a cidade como um dos pontos do mundo mais importantes em sua crença. Apresentando os pensamentos e ensinamentos da ordem, o paulista Claudio, membro da ordem há 35 anos, fala o por que a cidade foi escolhida como um dos pontos-chave da Eubiose: “Há, no mundo, 14 chacras energéticos, sendo que os sete principais estão no Brasil – eles comandam a vibração do planeta. São Thomé é importante, pois é um dos chacras mundiais”.</p>
<p style="float:left;margin-right:5px"><img class="alignnone size-full wp-image-2944" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/07/henrique.jpg" alt="" width="250" height="291" /><br />
<em>Henrique José de Souza</em></p>
<p>Em umas das ruas principais da cidade encontra-se o Departamento de Eubiose de São Thomé das Letras. Por fora, uma casa simples e toda pintada de branco. Quadros dos fundadores da ordem e de Chico Taquara – curandeiro famoso na região – estampam as alvas paredes do hall de entrada. O imenso respeito de membros da Eubiose pelo casal Souza foi expresso de sopetão por Claudio. &#8220;Eles tiveram uma missão espiritual, como muitos seres tiveram na face da Terra. Foram grandes iluminados, intuídos por algo maior que o natural&#8221;.</p>
<p>Com quase 90 anos de existência, a Eubiose já é reconhecida pelo Código Civil brasileiro como uma religião, contrariando o pensamento dos adeptos. “Somos uma ordem e não uma religião. No popular, até pouco tempo, éramos conhecidos como uma ordem oculta. As ordens sempre, no contexto mundial, foram deixadas de lado, vistas como perigosas. Tem gente que nem pisa em nossa calçada, porque não conhece. Ainda. Nós não podemos interferir no livre-arbítrio de nenhum ser, mas a porta está aberta”. Um dos degraus para aproximar os cidadãos da ordem são os círculos abertos de palestras, promovidos pelo Departamento, com apresentações da <a href="http://eubiose.org.br/" target="_blank">filosofia da Eubiose</a>. Depois disso, há uma série de graus onde são mostrados lances da natureza humana. Segundo os eubióticos, há o lance mental e o emocional, além de um terceiro que reúne os dois últimos dentro de nosso ser e de um quarto nível dedicado às coisas da própria ordem – os fundadores, a história da humanidade antiga, a história atual, a função do Brasil nesse plano cósmico atual e da Era de Aquário.</p>
<p>Como todos os iniciantes da ordem, Maria Auxiliadora Leornie, membro do Departamento de Eubiose de São Thomé, entrou para a ordem no nível Peregrino, o qual contempla várias áreas de conhecimento, inclusive as histórias das religiões. &#8220;Já fui budista, já fui isso, já fui aquilo&#8230; Quando entrei na Eubiose, vi que tudo o que tinha aprendido era contemplado. A ordem é uma escola de livres pensadores, não é uma doutrina. Uma das coisas que a gente tem como base é a filosofia da Blavatsky. A Blavatsky foi uma mulher muito à frente de seu tempo. Ela andou pelo Oriente, compilou e lançou várias sabedorias em uma época em que não se falava de esoterismo, nem de teosofia, a filosofia de Deus. Foi muito combatida, mas, agora, a obra dela virou conhecida”.</p>
<p>Ao contrário da maioria das religiões, a Eubiose não é construída sobre dogmas. Todo o processo de aprendizagem e inserção na ordem está relacionado à evolução humana e visa à construção crítica do autoconhecimento. Já iniciada na Eubiose, Maria lembra que um dos pilares mais importante da filosofia é a procura por sublimar o entendimento de Deus em todas as áreas do conhecimento humano. “Deus está em tudo e em todos. É onipresente, onisciente e onipotente. Sempre essa tríade. O principal objetivo da Eubiose é mostrar que o Deus que cada um procura está dentro da natureza de cada um, já que, na verdade, todos temos uma centelha divina desse ser que criou todo esse universo manifestado”.</p>
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		<title>O que vem do céu pode vir da Terra</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 04:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[Chico Taquara]]></category>
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		<category><![CDATA[Tatá]]></category>
		<category><![CDATA[Ufologia]]></category>

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		<description><![CDATA[As lendas e experiências ufológicas na mística São Thomé das Letras]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-size:16px"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000080;"><span style="color: #008000;">São Thomé das Letras, em Minas Gerais, é uma cidade mística. Conheça a lenda de Chico Taquara e leia o relato de quem acredita em seres de outros mundos</span><br />
</span></strong></span></p>
<p style="text-align: left;">Reportagem | <strong>Ana Carolina Athanásio </strong>e<strong> Carla Peralva </strong><br />
Imagens | <strong>Ana Carolina Athanásio </strong>e<strong> Arquivo Pessoal<br />
</strong></p>
<p style="text-align: left;">Chico Taquara é um nome bem conhecido em São Thomé das Letras, município de Minas Gerais. Sua história, repleta de mistérios, começa em 1840, na noite em que seu pai, José Francisco de Góes Gonçalves, chega em casa bêbado e, como de costume, ameaça espancar sua esposa, Ana Cândida. A mulher, grávida de seu primeiro filho, foge em direção às pedras e só volta meses depois sem a criança nos braços. Ao chegar, conta ao marido: “Quando eu fugi para as tocas com medo de ti, me escondi em uma pequena caverna que encontrei bem protegida do vento e do frio. Desorientada e com medo, adormeci. Quando acordei, me encontrava sem barriga e deitada em uma cama confortável e rodeada de pessoas que trajavam uma roupa branca e luminosa que ia até os pés. Não consigo me lembrar mais de nada e nem do rosto das pessoas que de mim cuidaram com carinho, só me lembro que me prometeram que cuidariam de nosso filho e me devolveriam o mesmo assim que fosse possível. Eu, marido, senti neles uma confiança muito grande e não soube dizer nada”.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-2530" style="float:left;margin-right:5px" title="Pedra da Bruxa" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/07/pedra_edit1.jpg" alt="Pedra da Bruxa" />Desse dia em diante, o casal passa a viver em paz, esperando a volta do primogênito e cuidando humildemente da roça de milho e feijão. O peso da idade já chegava quando acolhem Francisco, rapaz de uns vinte anos que havia se oferecido para ajudar na lavoura. Os anos correm, eles se vão e Francisco ruma para as pedras onde Ana se abrigou do marido tantos anos antes. “Da caverna, podia ver as ruínas do casebre em que veladamente conviveu com seus pais, que morreram sem saber que o filho desaparecido e tanto esperado convivera com eles por longo período.”</p>
<p>Daí em diante, Francisco é Chico Taquara. Leva os cabelos longos e grisalhos sempre untados de mel e cera. Conta-se que ele fala com os animais, é sempre acompanhado por abelhas, vacas e bezerros. Suas rezas em língua estranha sempre curam quem a ele recorre. Pode até prever acontecimentos futuros. Taquara leva a vida a ajudar os outros, a guardar São Thomé e a ensinar “coisas bonitas”. Pelos idos de 1916, desaparece. Alguns dizem que ele continua entre as pedras, mas não permite mais ser visto. Outros acreditam na volta ao centro da Terra, de onde teria vindo realmente.</p>
<p>Essa história nos foi contata por Tatá, outro nome praticamente patrimônio cultural da cidade. Oriental Luiz Noronha estuda História e Ufologia e mora em São Thomé da Letras há quase 50 anos. As citações acima são de seu livro <em>A história de Chico Taquara</em>, vendido na entrada da pousada que mantém com sua terceira esposa, Francisca, em frente à Igreja de Pedras. A obra é resultado das histórias ouvidas, aos 15 anos, de Seu Néco, tio de um amigo de infância e uma das poucas pessoas próximas ao lendário guardião.</p>
<p>Tatá é tranqüilo como o lugar em que vive. São Thomé das Letras é uma cidade pacata, encarrapitada em cima de uma grande serra e cercada por pedreiras e cachoeiras. A zona urbana é pequena, quase toda calçada de pedras ainda dos tempos dos escravos. O município atrai muitos turistas em busca do contato com o misticismo da região. Hippies, amantes da liberdade, jovens paulistanos e religiosos são os frequentadores mais assíduos para curtir suas quedas d’água, a bela vista do alto das pedras e para ouvir reggae, Raul Seixas ou rock alternativo na pracinha da Igreja Matriz.</p>
<p>Tatá nasceu em Cruzília, cidadezinha mineira não muito distante de São Thomé, em seis de abril de 1938. Perde a mãe durante uma das longas viagens de seu pai, um boiadeiro. Ele e a irmã são abrigados por um casal de índios amigos residentes de São Gonçalo do Sapucaí. Eles dão o apelido para o pequeno Oriental, menino ruivo. Tatá significa fogo na língua indígena.</p>
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		<title>O que é que só ele viu&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 02:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Emaranhado (colaborações)]]></category>

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		<description><![CDATA[Silvio Luiz conta como a Copa de 74 quase se tornou um caso de polícia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-size: 20px;"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #800000;"><strong>copa</strong></span><span style="color: #ff6600;"><strong>2010</strong></span></span></p>
<h2 style="text-align: center; font-size: 17px;"><span style="color: #800000;">O jornalista e locutor esportivo Silvio Luiz conta à <em>Sete Fios</em> uma história extra-campo da Copa do Mundo de 1974</span></h2>
<p style="font-size:16px"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000080;"><span style="color: #993300;"><a href="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/07/2008-077.alt.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3844" title="2008-077.alt" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/07/2008-077.alt.jpg" alt="2008-077.alt" width="448" height="336" /></a></span></span></strong></span></p>
<p><em>Silvio Luiz em frente ao estádio Ninho do Pássaro, em Pequim</em></p>
<p>Por: <strong>Silvio Luiz *</strong><br />
Fotos: | <strong>Arquivo Pessoal</strong></p>
<h2 style="text-align: left; font-size: 15px;"><span style="color: #000000;">Quase deu cana** </span></h2>
<p>Pessoal, volto a 1974, na primeira Copa disputada na Alemanha.</p>
<p>Nós, sulamericanos, naquela altura do campeonato éramos – e, porque não, ainda somos – seres subdesenvolvidos e qualquer novidade era uma baita novidade. Por exemplo, sex-shop. Teve gente que desembarcou e mesmo no aeroporto correu para ver como é que era e para assistir filme de sacanagem por cinco marcos. Coisa de brasileiro.</p>
<p>Tudo para nós era novidade. Comprar cigarro de máquina, ver a cidade limpa, ter que chegar na hora, enfim&#8230; Tudo que, hoje, em algumas coisas, nós já estamos acostumados.</p>
<p>Certa vez, depois de não sei quantos chopes, uma turma de repórteres resolveu voltar a pé para o hotel, bem ao nosso estilo. Lá na modernidade germânica da época havia em quase toda a esquina uma cabine envidraçada que, se o vidro fosse rompido, era sinal de que havia a necessidade da presença policial. E não é que um dos nossos brasucas, completamente embriagado, resolveu fazer a graça. Resultado: em menos de trinta segundos cinco viaturas estavam no local querendo saber o que havia acontecido.</p>
<p>Como fora apenas uma brincadeira, levaram uma tremenda descompostura, além da lição de que poderiam estar atendendo um outro chamado de maior importância do que ter que aturar brincadeira de bêbados.</p>
<p>Por pouco não foi todo mundo em cana.</p>
<p><span style="color: #993300;"><em><span style="color: #800000;">* Silvio Luiz é jornalista e locutor esportivo. Há 58 anos na profissão, é conhecido pela irreverência adotada nas transmissões e por expressões características, como &#8220;Pelas Barbas do Profeta!&#8221; e &#8220;Olho no Laaaanceeee&#8221;. Atualmente, é narrador da RedeTV!</span></em></span></p>
<p>**Texto também disponível no <a href="http://www.silvioluiz.com.br/" target="_blank">site oficial do jornalista</a></p>
<p><em>O Emaranhado é um espaço aberto a colaborações. Se você tem na gaveta poesias, crônicas, contos ou outro trabalho literário que gostaria de ver publicado envie um e-mail para </em><a href="mailto:setefios@gmail.com">setefios@gmail.com</a><em>. (Os textos recebidos serão avaliados pelos editores da revista antes de sua publicação)</em></p>
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		<title>Brasileiros Futebol Arte</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 01:59:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção]]></category>

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		<description><![CDATA[Registros de um país em clima de Copa]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Tocar as pessoas através das imagens é para mim o verdadeiro significado dos meus registros”. É assim que <a href="http://jufumerophotos.blogspot.com/">Juliana Fumero </a>define seu trabalho. Além de fotógrafa, ela é formada, desde 2002, em <em>Comunicação Social – Rádio e TV</em>, pela Universidade Anhembi-Morumbi. “Por meio das fotografias, posso contar um pouco de mim, um pouco do que penso&#8230;”. Esta série expressa a paixão de Juliana pelo futebol brasileiro. Com o espírito de torcedora, ela saiu às ruas em busca desse país mais verde-amarelo que surge durante a Copa.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.revistasetefios.com.br/?page_id=3809"><img class="size-full wp-image-466  aligncenter" title="Brasileiros Futebol Arte" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/06/REVISTA_FUTEBOL_7_PARA-CLIC.jpg" alt="Brasileiros Futebol Arte" /></a></p>
<p style="text-align: center;font-size:9px;">Clique na imagem para visualizar o ensaio</p>
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		<title>Vestindo a camisa</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 13:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[camisas]]></category>
		<category><![CDATA[colecionadores]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[esporte]]></category>
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		<category><![CDATA[seleções]]></category>

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		<description><![CDATA[A paixão pelo esporte ajuda a construir uma coleção que conta a história das Copas do Mundo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-size:20px"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #800000;"><strong>copa</strong></span><span style="color: #ff6600;"><strong>2010</strong></span></span></p>
<p style="font-size:16px"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;">O GOSTO PELO ESPORTE CONSTROI AMIZADES E UMA COLEÇÃO DE CAMISAS DE SELEÇÕES AUTOGRAFADAS </span><br />
</span></strong></span></p>
<p>Reportagem | <strong>Carla Peralva<br />
</strong>Fotos<strong> | Arquivo pessoal</strong></p>
<p>André Coji está na África do Sul. Viajou na sexta-feira, dia 18 de junho, para ver a vitória da seleção brasileira sobre a Costa do Marfim e mais quatro jogos. André é um fanático por esportes e, em épocas de jabulanis e vuvuzelas, a paixão só aumenta. A paixão e a coleção.</p>
<p>Camisas de times nacionais, internacionais e de seleções, chuteiras, bola de capotão da década de 50, camisa do gigante Shaquille O&#8217;Neal (jogador de basquete do Los Angeles Lakers), raquete do jogador de tênis Rafael Nadal e luva do lutador de Box Mohamed Ali estão entre os itens de seu acervo pessoal. Tudo autografado.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a title="Pelé" href="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/06/pele.JPG"><img class="aligncenter" title="Pelé" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/06/pele.JPG" alt="pele" width="480" height="640" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Pelé autografando camisa da seleção brasileira</em></p>
<p>Gerente financeiro de uma empresa, 45 anos, casado, pai de dois adolescentes, André fica contente em poder investir em satisfação pessoal. Seu hobby é colecionar o que há de mais valioso achar do mundo dos esportes e do rock. Palhetas, baquetas, roupas, partes de instrumentos dos astros do rock dividem o espaço da coleção e o tempo de dedicação de André com os artigos esportivos.</p>
<p>Só de camisas oficiais, ele estima ter aproximadamente 250. Ele prefere comprá-las durante viagens, pois conta que é difícil confiar em vendas pela internet. “Tem muita falsificação e malandragem nesse meio. Uma vez mesmo, fui roubado em vários euros por um cara que me mandava camisas da Europa”. Os artigos de jogos são conseguidos nas mãos de roupeiros e outros profissionais que têm acesso a eles depois de uma partida ou com outros colecionadores.</p>
<p>Para um mesmo jogo importante, são feitas, normalmente, mais de seis camisas para cada jogador. Assim, a maioria das camisas que hoje estão com colecionadores não foi efetivamente usada em jogo. A autenticação se dá pelo selo da FIFA e pelos bordados oficiais.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/romario.JPG"><img class="aligncenter" title="romario" src="../wp-content/uploads/2010/06/romario.JPG" alt="romario" width="480" height="360" /></a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><em>Romário assinando camisa com seu nome</em></p>
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		<title>Uma espera verde e amarela</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 15:50:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sete Fios</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reportagens]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Álbum de figurinhas]]></category>
		<category><![CDATA[Bafo]]></category>
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		<category><![CDATA[Troca]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma expectativa que não tem idade: o álbum e a última figurinha]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-size:20px"><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #800000;"><strong>copa</strong></span><span style="color: #ff6600;"><strong>2010</strong></span></span></p>
<p style="font-size:16px"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="color: #000080;"><span style="color: #000000;">ABRINDO UM PACOTINHO, ENCONTRANDO A PESSOA CERTA, MANDANDO UM PEDIDO PELOS CORREIOS: HÁ VÁRIAS FORMAS DE ACABAR COM ESSA EXPECTATIVA QUE NÃO TEM IDADE</span><br />
</span></strong></span></p>
<p>Reportagem | <strong>Mariane Domingos e Tainara Machado</strong><br />
Imagens | <strong>Gabriela Tiago</strong></p>
<p>A lista de convocados para a Copa da África do Sul saiu na tarde do dia 11 de maio de 2010. Engana-se quem pensa que definir as seleções que entrarão para a história do mundial é trabalho apenas das comissões técnicas. Seis meses antes do anúncio oficial dos treinadores, a equipe da multinacional Panini já se esforçava para reunir os 544 nomes que teriam direito de ocupar as páginas do Álbum Oficial da Copa. Essa tarefa pode ser ainda mais ingrata que a dos técnicos, pois há menos vagas e mais critérios de seleção. Além do bom futebol e da participação nas últimas partidas disputadas pelo time, o jogador precisa ter carisma para conseguir que seu rosto seja estampado em uma figurinha.</p>
<p>Enquanto as equipes convocadas pelos treinadores têm que conquistar o título, a seleção da Panini tem que conquistar o consumidor. O interesse do colecionador precisa se manter vivo até que o álbum esteja completo, ou seja, a figurinha mais aguardada tem que ser a última. Para chegar à fórmula que garante essa espera, é preciso entender como as pessoas se relacionam com o álbum.</p>
<p>Gabriela Tiago é professora de Educação Artística de crianças de sete e oitos anos das escolas municipais de Diadema. Ela acompanha de perto a febre das figurinhas no ambiente infantil. &#8220;Meus alunos fazem as trocas durante a aula. Pedimos para eles guardarem, mas é só virarmos as costas que já estão folheando o álbum de novo&#8221;, afirma. Gabriela conta que, apesar da pouca idade, as crianças sabem completar o álbum e reconhecem alguns jogadores, principalmente os do Brasil. &#8220;As figurinhas da nossa seleção são as que elas mais querem ter&#8221;.</p>
<p><a href="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/06/copa_4_colorida_maior_nova.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3760" title="copa_4_colorida_maior_nova" src="http://www.revistasetefios.com.br/wp-content/uploads/2010/06/copa_4_colorida_maior_nova.jpg" alt="copa_4_colorida_maior_nova" width="480" height="332" /></a></p>
<p><strong>Fases diferentes</strong></p>
<p>Essa aproximação entre o colecionador e o craque que ele admira nem sempre foi uma realidade no universo dos álbuns. O escritor João Carlos Marinho é testemunha de uma época em que essa relação de reconhecimento era totalmente secundária. Ele é autor do livro infanto-juvenil &#8220;O Gênio do Crime&#8221;, lançado em 1969. A história começa com a busca empreendida por uma turma de crianças (a Turma do Gordo) para conseguir uma figurinha muito difícil do álbum. Apesar de esse cenário tipicamente infantil ser essencial para o início do livro, João Carlos afirma que o tema logo passa para um segundo plano, pois o centro do enredo são as aventuras dos amigos para achar a fábrica clandestina de cromos.</p>
<p>O autor também acredita que não é possível fazer grandes comparações entre essa história e a atual febre pelas figurinhas da Copa, pois &#8220;O Gênio do Crime&#8221; retrata uma fase diferente dos álbuns, na qual o conteúdo não era tão importante. &#8220;Como havia as ‘figurinhas difíceis’, colecionar era quase como um jogo de azar. E, em jogos de azar, é natural que o objeto representado não tenha o mínimo interesse&#8221;.</p>
<p>João Carlos conta que, quando criança, nunca conseguiu completar um álbum. &#8220;O que cheguei mais perto foi o de 1949 que me ficou faltando só o Gilmar, goleiro do Jabaquara. E gastei meses e fortunas da minha avó para isso. Hoje, não há mais figurinha difícil. Tem gente que acaba a coleção em uma semana!&#8221;.</p>
<p>O lojista Uenil Cantafaro, 39 anos, demorou um pouco mais que isso para completar o álbum de 2010. Em quinze dias, ele já tinha conseguido todas as figurinhas! &#8220;Quando eu estava no final, começou a epidemia das pessoas trocando, então ficou fácil para mim&#8221;.</p>
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